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É Preciso enfrentarmos a violência sexual contra crianças e adolescentes


O Dia Nacional de Combate, 18 de maio, contra o Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. São 19 anos de mobilização desde que o dia foi instituído por Lei. A proposta é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar do enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Os dados ainda não dão conta da dimensão desse grave problema no país, mas mostram que a realidade é preocupante.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a cada hora, 228 crianças, em especial meninas, são exploradas sexualmente em países da América Latina e do Caribe. O Brasil está em primeiro lugar nesse ranking.

O Ministério dos Direitos Humanos registrou 8,5 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no primeiro semestre de 2018, pelo sistema Disque 100. Nesse período, somente no Distrito Federal, foram registrados 133 casos. Em 2017, foram 319 casos. No entanto, há indícios de subnotificação, tendo em vista que nem todas as pessoas chegam a acessar os canais de denúncia.


SANTA CATARINA


O Oeste é a região catarinense com casos mais recorrentes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Os dados são do levantamento Diagnóstico da Realidade Social da Criança e do Adolescente, o estudo mais recente realizado em 2016 pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de Santa Catarina.


As cidades que fazem parte da Associação de Municípios do Extremo-Oeste de Santa Catarina (AMEOESC) tiveram a maior taxa do Estado, com 3,5% para cada mil moradores até 17 anos. Ao todo, foram 152 notificações a cada mil habitantes desta faixa etária, em um cenário de 43.347 crianças e adolescentes.


A região da Associação dos Municípios do Alto Irani (AMAI) reuniu o segundo maior índice, com 3,2% de casos a cada mil pessoas dessa faixa etária. A região da Associação dos Municípios do Meio-Oeste Catarinense (AMMOC) ficou em terceiro lugar, com taxa de 3,1%.

Todos esses municípios fazem parte da taxa "muito alta", considerada a mais preocupante, conforme classificação do levantamento Diagnóstico da Realidade Social da Criança e do Adolescente do Estado de Santa Catarina.


Maioria dos casos de abuso sexual acontece em casa


A ideia de que os casos de estupro e abuso sexual como um todo costumam acontecer na rua, com agressores que escolhem suas vítimas aleatoriamente, não condiz com a percepção de quem lida diariamente com o assunto. É o que conta o magistrado do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da comarca da Capital, Marcelo Volpato. Ele afirma que em grande parte dos casos o abuso sexual acontece dentro de casa, praticado por pessoas próximas à família, majoritariamente homens.


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