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Bolsonaro demissão no Inpe: 'Certas coisas eu não peço, mando', disse sobre exoneração


BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro confirmou, neste domingo, 4, que a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, ocorreu por uma solicitação sua. 


Para o presidente, não havia mais "clima" para que ele continuasse no cargo. A demissão ocorreu após a divulgação pelo órgão de dados sobre o aumento do desmatamento da Amazônia neste ano. Bolsonaro confirmou que o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, demitiu Galvão a seu pedido. 



"Eu não peço. Certas coisas eu mando. Por isso que sou presidente. Após as declarações dele a meu respeito, pessoais, não tinha clima para continuar mais. Não tinha clima", afirmou. 

Bolsonaro negou ter censurado os dados, contestados por ele, sobre o aumento do desmatamento na Amazônia em 2019. "Eu não censurei, eu não disse que não tinha que divulgar, mas a forma com que foi divulgado...com áreas sobrepostas, áreas acumuladas. É complicado. Não é a posição de um brasileiro que quer servir a sua pátria está preocupado com os negócios do Brasil. É lamentável", completou. 


O presidente voltou a dizer que os dados sobre o aumento do desmatamento estariam sendo usados no exterior para "desacreditar o Brasil". "Estamos adiantados com Mercosul, com Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, isso dá um freio na gente, perde todo mundo", avaliou. 

Bolsonaro repetiu que deveria ter sido avisado antes da divulgação dos dados pelo Inpe. "Eu acho até que se um funcionário como ele descobre um dado desse, ele tinha que chegar apavorado até para os ministros para falar olha o que vai estourar, o que a gente vai divulgar, o absurdo.


Avisa o presidente para não ser surpreendido", afirmou. "Ele tem que manter reservados esses dados antes de sair. Ele tem a responsabilidade", completou. 


'Carta branca' a Guedes sobre Coaf


Presidente Jair Bolsonaro disse há pouco que deu "carta branca" para que o Ministro da Economia faça mudanças no comando do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


Bolsonaro lembrou que a ideia original do governo era transferir o órgão para o Ministério da Justiça. O Congresso, no entanto, manteve o Coaf na estrutura da Economia.


"Dei carta branca a todos os ministros para indicarem as pessoas, e eu tenho o poder de veto. Na MP da reestruturação dos ministérios, (o Coaf) estava com a Justiça. Quando vai para a Economia, Paulo Guedes que define. Se ele quiser mudar, mude sem problema", disse Bolsonaro, ao deixar o Palácio do Alvorada para participar de um culto evangélico em Brasília.


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