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Bolsonaro: ‘Doria está morto’


A troca de cutucadas entre Jair Bolsonaro e João Doria teve mais um capítulo neste sábado (31). O presidente da República novamente afirmou que o governador de São Paulo é “peixe” do PT e não vê uma eventual candidatura do tucano à presidência em 2022 como uma ameaça. Doria minimizou a alfinetada e disse para o chefe do Executivo “cuidar do país”.


“Doria está morto”, disparou Bolsonaro, ao relativizar uma eventual preocupação com o governador de São Paulo como um concorrente na disputa à reeleição presidencial em 2022. O chefe do Executivo ainda completou dizendo que o ex-prefeito de São Paulo “tem enchido o saco”, por isso está respondendo à altura suas falas. O presidente novamente chamou o tucano de “peixe” do PT e que Doria passou a falar que a “bandeira não era vermelha” só após a eleição de Dilma Rousseff.


Durante um evento na Zona Sul da capital paulista, Doria foi questionado sobre as novas alfinetadas e rebateu o presidente. “A melhor opção para o presidente Jair Bolsonaro é cuidar do país, reduzir a miséria e a pobreza”. O governador de São Paulo ainda minimizou a fala do chefe do Executivo e disse não ser seu inimigo.


“Não é hora de eleição, é hora de gestão. Nós temos que governar, não temos que polemizar. Eu reconheço as agruras, as dificuldades e a pressão que ele sofre. Então da minha parte ele tem o perdão e o bom sentimento”, afirmou. “Da minha parte, ele não vai ter um antagonismo, muito menos um antagonista”, completou.


“Luciano Huck, que teta hein? Eu sou o ‘último capítulo do caos’… Não foi ilegal a compra, eu reconheço, mas só peixe. João Doria comprou também, comprou Doria?”, perguntou Bolsonaro na ocasião. “Explica isso aí, só peixe amigão, do Lula e da Dilma”, continuou.


“Depois vejo o Doria falando de vez em quando ‘minha bandeira nunca será vermelha’ [cor da bandeira do PT]. É brincadeira hein, quando estava mamando lá a bandeira era vermelha, com foice e martelo sem problema nenhum [em referência aos símbolos da bandeira comunista]”, finalizou, ironicamente.


No dia seguinte, Doria esclareceu que “tinha posições bem distintas” e que “nunca precisou mamar em teta nenhuma”. “Eu não devolvo a ofensa e nem vou entrar dentro dessa linha de confronto. Presidente Bolsonaro, eu não vou entrar dentro dessa polêmica”.


*Com informações da repórter Victoria Abel


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