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Caça à Liberdade de Imprensa, do Planalto à Boa Terra Boa Gente


Ocupação Vladimir Herzog, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo - Foto: Marcos Santos/USP Imagens


No auge da ditadura militar, a imprensa vivia sob forte repressão. Havia uma censura cruenta nos veículos de comunicação. Somente depois de 1975, com o assassinato brutal do jornalista Vladimir Herzog nos porões do DOI-CODI, a imprensa pode começar a noticiar as coisas da vida real.


HISTORIA


Afinal, logo veio a tal “abertura lenta e gradual” que o general Ernesto Geisel passou a pôr em prática. Nessa altura, a sociedade já se levantava contra os militares que mergulharam o País nas trevas. Desde 1964, mas com maior força a partir de 1968, com o advento do famigerado AI-5, a repressão à imprensa intensificou-se. Ler o Pasquim ou um livro qualquer de um escritor de esquerda era motivo para os jornalistas serem ameaçados com prisão. O AI-5 garantia o arbítrio imposto pelos militares. Foram tempos de terror, aos quais pensávamos que jamais retornaríamos.


Imagem reproduzida do Brasil 247


BOLSONARO & LIBERDADE DE IMPRENSA


Mas, acompanhando o andar da carruagem do governo Bolsonaro, voltamos a ficar com a sensação de que coisa semelhante pode voltar. Exemplo não faltam. Um novo AI-5, como pregam Eduardo Bolsonaro e Paulo Guedes. Uma lei para reprimir movimentos sociais proposta pelo presidente ao Congresso. A volta da Lei de Segurança Nacional para punir políticos que divirjam do governo. A censura econômica à imprensa, com o governo cancelando assinaturas de jornais que dele discordam ou cortando verbas publicitárias dos veículos independentes, como é o caso da ISTOÉ e de outros, que não se dobram aos seus ataques constantes à democracia. Bolsonaro e seu assecla Fábio Wajngarten asfixiam os veículos que não rezam por sua cartilha: só liberam verbas publicitárias aos que bajulam o governo.


Simões Filho


Vários são os veículos, e profissionais de imprensa, retirados da relação de veículos autorizados a publicar, as peças publicitárias da Prefeitura de Simões Filho, uma especie de castigo/censura, devido a liberdade editorial. Prevalecendo a perversa a lógica, de beneficiar somente o editorial positivo, sem críticas, praticamente obrigando veículos e profissionais a tornarem-se uma extensão da comunicação oficial. Veículos, que transmitem a realidade, nua e crua, sem maquiagem, estão fora da planilha de marketing.


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Se dependesse exclusivamente do presidente, a ditadura certamente voltaria. A vantagem é que hoje o mundo é outro, os americanos já não têm interesse em golpes militares por aqui, como tiveram em 1964, a sociedade tem instituições fortes, a democracia brasileira está consolidada e Bolsonaro, seus filhos e seus apoiadores não triunfarão no caminho que gostariam de seguir. Afinal, o extremismo e as práticas antidemocráticas está levando seu grupo ao isolamento dentro da própria direita. Não fosse isso, o risco estaria amplificado neste momento.

CENSURA - SIMÕES FILHO


Surge um certo temor, dentre os profissionais de imprensa, em Simões Filho, pois no primeiro ano do mandato do Vereador Orlando de Amadeu, já foram encaminhada a vários veículos de imprensa - NOTIFICAÇÕES EXTRAJUDICIAIS - a última encaminhada ao site TEMPERO BAIANO, sempre sob o argumento de que excedeu-se os limites da liberdade de pensamento, a peça extra judicial, invoca os preceitos do Controle de Convencionalidade aos signatários da Convenção Americana de Direitos Humano, através do pacto de São José da Costa Rica. Impondo no citado artigo 14 o direito de resposta ao supostamente atingido, neste caso o digno Presidente da Câmara de Vereadores de Simões Filho.


Em todas as matérias publicadas, vários operadores do direito, e conhecedores das regras contida no código de ética dos profissionais de jornalismo e comunicação, não foram encontradas, do ponto de vista jurídico, grave ofensas ao edil, ou aos seus pares. Os fatos foram abordados, diante da veracidade, e suas manchetes não trazem prejuízo, ou grave ofensa às autoridades citadas.


O fato é que, 55 anos depois de uma ditadura tenebrosa, não gostaríamos de ver ameaçada a democracia conquistada com a vida de cidadãos de bem.


A esperança é que toda e quaisquer veia ditatorial seja derrotada.


Se dependesse exclusivamente de determinados agentes políticos a ditadura certamente voltaria. Foram tempos de terror e ficamos na torcida e esperança de que jamais retornem...


" O jornalismo tem o papel de informar, de esclarecer, de contar a verdade e trazer luz para o que, muitas vezes, está no escuro.


Esse é o trabalho de um jornalista e a missão do Redação Nacional.


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