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Como é Bom: Parque de diversões é em casa, brincadeiras fazem os pais voltarem ao tempo de criança

Atualizado: Mar 23


Ficar em casa por dias seguidos, sem botar o pé na rua, não chega a ser uma situação inédita para um casal de jornalistas que, desde 2015, trabalha onde mora. Como toda criança da sua idade, Joaquim navega com desenvoltura pelo mundo digital, se arriscando até a youtuber nas horas vagas, mas sem abrir mão da diversão analógica quando nos juntamos em família.

Quanto maior a criança, mais desafiador é manter o interesse por atividades desconectadas de uma tela. Impossível não é.


Exige de nós, pais, fazermos o mesmo. Parece mais difícil do que pedir isso para eles? Tudo bem, segredo cá entre nós. Pense que serve para uma quebra na rotina computador-TV-celular, tão comum no nosso dia a dia.


Ah, cuidado extra por causa da covid-19: futebol de botão, dardo e baralho exigem que a família toda lave muito bem as mãos – no tempo de cantar Parabéns para Você – e que os adultos higienizem os itens da brincadeira com álcool (para limpar objetos, usamos o convencional).


Segue algumas opções de jogos, com a criançada, vamos relembras as várias brincadeiras de crianças...


Forca Como muitas das brincadeiras das antigas sugeridas aqui, é suficiente ter papel e caneta. A ideia de adivinhar a palavra pensada por um dos jogadores é excelente para testar o vocabulário. Para os pequeninos, dê uma chance extra, definindo um tema para a escolha de palavras.

Jogo da velha

É mais velha do que o nome. Simples, é bem útil, especialmente para distrair os novinhos. Em casa, já usamos muito. Para a garotada que nunca brincou disso, é uma ótima oportunidade de apresentar outra utilidade para a hashtag.


Adedanha Passatempo perfeito para enfrentar de filas a quarentenas. Todos os participantes falam “adedanha” e mostram a quantidade escolhida de dedos, usando uma ou duas mãos. Cada dedo vale como uma letra do alfabeto. Na letra que parar a contagem, todos devem falar uma palavra que comece com ela.

Stop Versão de adedanha com MBA. Desenhe uma tabela. No alto de cada coluna, escreva um tema – cidade, nome próprio, fruta, cor e o que mais quiser. A letra da rodada é escolhida como na adedanha. Quem acabar de preencher a linha da tabela para a letra grita “stop”. O jogo para, e todos mostram as anotações. Palavras diferentes contam 10 pontos; iguais, 5; em branco, 0.


Dominó Da série jogos portáteis, é sucesso entre todas as idades, contrariando a ideia de que é distração de gente velha. Crianças pequenas costumam adorar. Elas se sentem crescidas porque já conseguem combinar o número de bolinhas e cores.

Contar objetos Pode ser por cor ou tipo de objeto. Vale ter cuidado com as crianças na janela se for brincar olhando para fora de casa. Dá para fazer uma versão no ambiente interno mesmo, Basta observar em volta.

Alfabeto comestível O Quim aprendeu esta na escola. Quando tinha uns cinco anos, bastava ter de esperar em algum lugar ou estar no carro indo para um ponto mais distante para vir a pergunta “vai demorar muito?”, seguida de “vamos brincar de alfabeto comestível?”. Em uma sequência acumulativa, a atividade testa a memória. A primeira pessoa diz: “Eu estava com tanta fome que comi…” Aí completa com uma palavra com a letra A. O seguinte tem de repetir tudo e acrescentar uma coisa com a letra B. O terceiro tem de lembrar de repetir o que o segundo disse e botar mais uma palavra com a letra C…

Complete a história O final aqui geralmente é feliz. Não porque é romantizado, e sim porque é engraçado. As histórias mais doidas saem assim. No melhor estilo Sessão da Tarde, muita diversão, altas confusões.

Pintar ou colorir Relaxa mesmo. Dá para escolher a modalidade com menos sujeira (com lápis) ou bagunça geral (com tinta). Agora nós nos divertimos mais com isso do que o Quim. Na última vez em que nos juntamos com papel e pincel, ele já ficou preocupado com o resultado da pintura (constatação: temos um pré-adolescente em casa).

Jogo de botão Puristas chamam de futebol de mesa, mas pode ser praticado sobre qualquer superfície lisa e plana. Os jogadores devem combinar previamente as regras, entre elas, número de toques na bola, duração da partida e o que deve ser considerado falta.

Dardo de plástico Está aí um jogo que traz memórias adolescentes para os pais. Nós já tivemos jogos de dardos daqueles tradicionais. Antigamente não tinha de plástico como esse do Quim. Sem pontinha que machuque, pode ser pendurado no quarto da criança ou no lugar de um quadro.

Mau mau Era uma tradição na ala carioca da família. O objetivo é deixar os adversários com o maior número de cartas (entendeu o nome?). Ganha quem ficar sem nenhuma. Há várias regras, mas em geral o ás (A) faz o jogador seguinte pular a vez e o 7 leva a pegar duas cartas no bolo.

Amarelinha Se a família mora em casa, pode dar seus pulinhos no quintal. Na nossa infância, era brincadeira de menina. Ainda bem que o tempo mudou! (Mudou, certo?)

Mímica Definimos um tema para jogar. Pode ser nome de filme ou música. Lembrando que não vale o último do Tarantino, tem de ser do universo infantil. Está mais para Frozen e Detetives do Prédio Azul.

Jogo da memória Falta memória para lembrar quantas vezes jogamos isso. Com uns três anos, o Quim amava. Ganhou muitos jogos da memória – nos referimos tanto à brincadeira como presente de parentes e amigos quanto às partidas. Ele era fera!

Quebra-cabeças Quando juntamos, mãe e filho, esse é imbatível na preferência. Começamos com aquele quebra-cabeças de seis peças enormes quando o Quim era muito pequeno. Pensando bem, estamos precisando retomar o hábito porque o último tinha 500 peças. Já temos programa para o fim de semana de isolamento.



Nota do Redação: Cuidado extra por causa da covid-19: futebol de botão, dardo e baralho exigem que a família toda lave muito bem as mãos – no tempo de cantar Parabéns para Você – e que os adultos higienizem os itens da brincadeira com álcool (para limpar objetos, usamos o convencional).


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