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Libras: Bolly Bolly, pede inclusão de profissional nas "Live" do prefeito Dinha


Surdos & Mudos: Vereador Cleiton Aparecido - Bolly Bolly, em questão de ordem, solicitou ao presidente Vereador Orlando de Amadeu, que fosse encaminhada, via oficio, ao líder do poder executivo - Prefeito Diógenes Tolentino Oliveira - Dinha, sugerindo que em suas próximas lives, com apresentação das ações relacionadas ao enfrentamento ao Covid19, fosse inclusa a figura do profissional especializado na linguagem em LIBRAS.


Segundo vereador Bolly Bolly, trata-se de uma ação, já utilizada por outros prefeitos, promovendo a inclusão social e democratizando as informações para uma parcela importante da sociedade, em Simões Filho, no Brasil.


Políticas públicas - Aos Surdos e Mudos


Segundo a Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (Derdic), menciona que 30% das crianças surdas ou com deficiência auditiva têm outras demandas de saúde, além da relacionada à audição. Além disso, 98% dos surdos têm pais ouvintes, o que, geralmente, faz com que não tenham contato com pessoas fluentes em Libras. 


Esse contexto, requer uma política pública "múltipla". "Até que ponto a gente consegue que eles fiquem fluentes tão rápido quanto precisam, é necessário responder à essas perguntas, uma vez que nunca conviveram na comunidade? Até que ponto tenho comunidades disponíveis, nesse Brasil enorme, que tenham interlocutores que vão fazer Libras?


Portanto, estratégias inclusivas são uma necessidade em políticas públicas que atendam a essa diversidade".


Profissionais ligados ao tema afirmam que essa população é “submestimada intelectualmente". "A pessoa, porque se trata de um surdo, começa a falar devagar e fica com pena. Ele é subestimado intelectualmente, porque a comunicação é um valor muito importante para o ser humano. Quando tem qualquer desvio de comunicação, imediatamente a pessoa é subestimada, do ponto de vista cognitivo.”


Violação de direitos


Com frequência, afirma Alyne Pacífico, as pessoas acometidas por surdez ou deficiência auditiva acabam sendo privadas de informações fundamentais a respeito do seu estado de saúde. Também é comum que sejam forçadas a concordar com a administração de medicamentos, sem que saibam exatamente qual substância está sendo prescrita ou até mesmo injetada em seus corpos. 

Em muitas ocasiões, não conseguem ter a oportunidade de expressar os sintomas físicos que sentem, condição que, frisa Alyne, os torna "reféns". O debate, portanto, permeia o campo da ética. 

Quando se trata de saúde mental, a situação é idêntica. De acordo com ela, muitas pessoas com surdez ou deficiência auditiva procuram um psicólogo depois de desenvolverem depressão causada pelo isolamento social. Não raro, há falta de comunicação dentro da própria casa em que vivem.


"Hoje em dia, se tivermos cinco psicólogos formados em Libras, em Brasília, é muito. E, se acharmos um, ele ainda cobra um absurdo pela consulta, porque é um profissional muito requisitado. Às vezes, também tem a questão do sigilo. Entra um intérprete e o surdo não quer abrir o caso dele com alguém que chegou ali."


Um caso que ilustra bem as implicações da falta de preparo no atendimento de saúde é relatado pela professora Sylvia Grespan. "Já tive experiências com surdo psicopata [com transtorno de personalidade dissocial psicopática], que agredia e tentou se matar. A intérprete não conseguia interpretar, ela começou a chorar, começou a ficar angustiada naquele atendimento, porque ela não estava acostumada."


As informações, inclusas acima, mostram a coerência do pedido do vereador Bolly Bolly e ao mesmo tempo joga sob o poder executivo, a responsabilidade de incluir no seu programa de governo, nas áreas de saúde, educação e serviço social essa importante parcela da populção de surdos e mudos em ações de políticas públicas.


Fonte: TV Notícias do Povo


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