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Lixo: As ruas de Belém causa a protesto de 'vizinhos' do Aterro Sanitário de Marituba


A coleta de lixo em Belém foi paralisada neste sábado (1º) porque os caminhões de lixo não conseguem chegar ao Aterro Sanitário de Marituba, que recebe os resíduos sólidos da capital e também das cidades de Ananindeua e Marituba. A via que dá acesso ao local está interditada desde a última sexta-feira (31) por moradores da cidade que protestam contra a manutenção do espaço que já deveria ter sido fechado.


No final do ano passado a Empresa Guamá Tratamento de Resíduos, que gerencia o local, anunciou que o Aterro Sanitário de Marituba encerraria suas atividades no dia 31 de maio de 2019. O espaço recebe diariamente mais de 1,6 toneladas de lixo, a maior parte vindo da capital.

Após seis meses de reuniões e encontros sem acordo, uma decisão judicial na última sexta-feira (31) atendeu ao pedido de Prefeitura de Belém e, agora o espaço continuará funcionamento por mais quatro meses. Esse é o prazo para que as prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba decidam o que será feito com o lixo de 2,5 milhões de paraenses.


A empresa que administra o local tem de fazer a preparação para a continuação do funcionamento do espaço com o alteamento, ou seja, processo para que o lixo seja acumulado sobre as pilhas já existentes. A Guamá Tratamento de Resíduos informou que está atendendo à recomendação da Justiça, mas pretende entrar na justiça com um recurso nos próximos dias contra a decisão que a obriga a continuar funcionando.

Enquanto isso, os moradores de Belém começam a perceber o acúmulo de lixo nas ruas da cidade, já que sem ter como descarregar os caminhões, a Prefeitura da capital recolheu os caminhões e paralisou a coleta.


Em nota, o Prefeito informou que se o acesso ao Aterro Sanitário de Marituba não for desobstruído vai solicitar a remoção dos manifestantes do local. A polícia militar afirmou que até o momento não recebeu qualquer ordem judicial para fazer a desobstrução do local.


Vizinhos do lixo


Moradores de Marituba bloqueiam acesso ao aterro sanitárioJornal Liberal

1ª Edição

Moradores de Marituba bloqueiam acesso ao aterro sanitário


Os moradores de Marituba são contrários à medida e interditam há mais de 24h a via que dá acesso ao Aterro Sanitário, impedindo que caminhões de lixo entrem e saiam do local. Eles afirmam que não aceitarão que o espaço permaneça aberto e denunciam que sofrem os efeitos do acúmulo do lixo, o que consideram injusto, já que a maior parte dele vêm de outras cidades.


“Meu neto passou mal. Teve insuficiência respiratória e ficou internado na urgência e emergência sete dias. Esse lixão só trouxe mazelas e doenças para o povo de Marituba”, questiona a moradora do entorno do Aterro Sanitário, Jurema Pantoja.

Quem vive do comércio também relata problemas. O microempresário, Wilson Lira, diz que os problemas ambientais afetam os negócios. “Até os nossos clientes quando vêm nos visitar, sentem na pele e no ar o que sofremos no dia a dia”.


A dona de casa, Ana Maria Lima, explica que viver no entorno do empreendimento é insustentável. “Como moradora me sinto com os braços impotentes. Convido qualquer órgão público a ficar no dia que eles forem tirar o chorume dentro da nossa comunidade”, desafia.

Aterro Sanitário de Marituba deve funcionar até o final de setembro de 2019, devido a decisão judicial. — Foto: Reprodução/Tv Liberal


Entenda


Em 2010 uma nova lei nacional estipulou normas para o tratamento de resíduos sólidos no Brasil. Devido a essa lei, o "lixão" do Aurá foi fechado definitivamente em 2015 e, depois disso, o lixo da região metropolitana de Belém passou a ser levado para o Aterro Sanitário de Marituba.


Depois de escândalos e crimes ambientais, o empreendimento ressaltou que o valor pago pela tonelada de lixo recebido deveria aumentar de R$ 65 para R$ 114 reais, o que foi negado pelas Prefeituras de Belém e Ananindeua.


Em dezembro de 2018, a empresa anunciou que sem esse ajuste, encerraria as atividades n dia 31 de maio de 2019.


Desde então, reuniões e encontros aconteceram sem que o destino do lixo nas três cidades fosse definido. Nas vésperas do prazo para o fechamento, a Prefeitura de Belém entrou na justiça pedindo a prorrogação do funcionamento do Aterro Sanitário de Marituba e disse ainda que se o espaço fechasse seria obrigada a voltar a "operar no Lixão do Aurá".

Uma decisão da Justiça favorável à Prefeitura, impôs que a Guamá Tratamento de Resíduos continue funcionando até o final de setembro de 2019. E aumentou para R$ 75 o valor pago à companhia.


Prevendo que algo desta natureza pudesse acontecer, na manhã no dia anunciado para o fechamento do aterro sanitário, os moradores de Marituba decidiram interditar o acesso ao local.

Assistam vídeo, com protestos dos moradores de Belém.


https://globoplay.globo.com/v/7660733/


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