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Londres: Primeiro-ministrodá entrada em UTI por Covid-19

Atualizado: Abr 7


O primeiro-ministro britânico,Boris Johnson, que testou positivo para o novo coronavírus há dez dias, deu entrada na unidade de cuidados intensivos nesta segunda-feira (6), e será substituído no cargo pelo chanceler,Dominic Raab, no comando do governo enquanto for necessário.

"Durante a tarde, o estado de saúde do primeiro-ministro se deteriorou e, por conselho de sua equipe médica, ele foi transferido para a unidade de cuidados intensivos do hospital", anunciou um porta-voz de Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro, único líder de uma grande potência doente por Covid-19.

O líder conservador, de 55 anos, que após dar entrada ao hospital Saint Thomas de Londres, na véspera, para se submeter a exames, tinha tuitado nesta segunda que se sentia de "bom ânimo", estava consciente, mas pode precisar de respirador mecânico.

A notícia comoveu os britânicos, depois de o Executivo afirmar reiteradamente que Johnson "seguia no comando".

São "notícias terrivelmente tristes", reagiu o recém-eleito novo líder da oposição trabalhista, Keir Starmer, assegurando que "os pensamentos de todo o país estão com o primeiro-ministro e sua família nestes tempos incrivelmente difíceis".


"Quero enviar meus melhores votos a um amigo muito bom e a um amigo de nossa nação, o primeiro-ministro Boris Johnson", disse o presidente americano, Donald Trump, em entrevista coletiva em Washington. 


Na opinião do Dr. James Gill, professor da Faculdade de Medicina de Warwick, para muitos britânicos "a epidemia do novo coronavírus acaba de se tornar real". 


"Para uma parte não negligenciável da população britânica, a Covid-19 era um vírus que afetava outras pessoas, mas Boris Johnson não é outras pessoas".


Johnson anunciou em 27 de março que tinha testado positivo para a Covid-19 e permaneceria sete dias em isolamento em sua residência de Downing Street, onde simpatizantes deixam comida na porta.


O premiê continuou liderando reuniões por videoconferência e muitos atribuíam nesta segunda-feira a esta falta de repouso o fato de uma semana e meia depois continuasse com febre e seu médico tenha decidido hospitalizá-lo para submetê-lo a exames por  "precaução".



Mais grave do que admitiu


Enquanto na Itália e na Espanha a pandemia começou a dar sinais de uma sutil remissão, o Reino Unido está se tornando o novo epicentro da doença na Europa.

Nesta segunda, foram registradas na Grã-Bretanha mais de 5.000 mortes, com 439 novas vítimas fatais em 24 horas. E embora o número de óbitos diários tenha recuado pelo segundo dia consecutivo - após as 621 de domingo e 708 no sábado - a mortalidade bateu recorde atrás de recorde na semana passada e especialistas advertem contra um otimismo antecipado.

Raab já tinha começado a preencher nesta segunda o vácuo deixado por Johnson: presidiu a reunião diária sobre a crise e conduziu uma coletiva na qual precisou responder várias perguntas sobre a capacidade do premiê de continuar trabalhando.

COVID19


"Muitos com #COVID19 foram derrubados pela fadiga e a febre e aproveitaram o isolamento para dormir e se recuperar. Boris arriscou sua saúde e trabalhou a cada dia em nosso nome para liderar a batalha contra esse vírus vil", tuitou a secretária de Estado de Saúde, Nadine Dorries, primeira integrante do governo britânico que contraiu a doença no começo de março.

Nocauteado pelo novo coronavírus


Alexander Boris Pfeffel Johnson nasceu em Nova York em 1964 em uma família de políticos, jornalistas e celebridades da mídia. Seu pai era funcionário público europeu e eurodeputado, e ele e seus irmãos estudaram na Escola Europeia em Bruxelas.

Um de seus bisavós era turco e era ministro do último Império Otomano. (*)

Grande admirador de Winston Churchill - sobre quem ele escreveu uma biografia - emergiu como um dos principais defensores do Brexit no referendo de 2016, mas apenas depois de fazer um exercício incomum.

(*) HISTÓRIA: Fonte, Brasil Escola.


O Império Otomano foi um dos mais longos da história, tendo durado de 1299 a 1923. Nasceu de um sultanato muçulmano, desenvolvido na região da Anatólia, também conhecida como Ásia Menor, onde se localiza a atual Turquia. Esse império foi também um dos mais extensos, abrangendo regiões como partes do Leste e do Sul da Europa, o Norte da África, o Oriente Médio e parte do Sudeste Asiático.


  • Como se formou o Império Otomano?


O fundador do sultanato turco que deu origem ao referido império foi Osman de Segut (1280-1326), também conhecido como Osman I, ou Othman. Osman pertencia ao grupo dos seljúcidas, nômades turcos que se converteram ao islamismo e formaram um império que dominou a Ásia Central nos séculos XII e XIII. Em 1299, Osman declarou a sua jurisdição na Anatólia, então vinculada ao Império Seljúcida, independente deste. A partir desse ano estava fundado o sultanato turco-otomano (o termo “otomano” foi uma homenagem ao seu fundador).


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