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Orçamento em tempos de pandemia exige controle nos gastos durante o isolamento



Diante do cenário econômico instável devido à pandemia do novo coronavírus, economistas alertam para a importância de controlar os gastos durante o período de isolamento. “É preciso ter cautela e organizar melhor o orçamento, dar prioridade para as necessidades básicas. Estamos em uma crise que não é momentânea. As pessoas e o país vão perder economicamente”, ressalta Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Brasília (UnB), especialista em economia doméstica e em finanças públicas.


De acordo com ele, o desemprego é uma das principais preocupações. “A situação era difícil antes. Agora, vai piorar. Muitos serviços estão se adaptando à nova realidade, mas outros não conseguem se sustentar por muito tempo, o que pode gerar demissões”, pontua.

Instituições financeiras têm apresentado opções de renegociação e de congelamento de cobranças. No entanto, o planejamento do orçamento familiar pode ajudar a não entrar no vermelho nos próximos meses. Uma das principais orientações é listar as despesas essenciais e definir os gastos urgentes. “Dessa forma, a pessoa consegue ter uma noção do que pode deixar de lado”, explica Piscitelli.

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Segundo o economista, há uma redução involuntária dos gastos em razão do isolamento social que pode ser uma boa chance de economizar. “Sem poder sair, as pessoas não vão ter oportunidades de gastar com supérfluos. Isso gera um ganho.”

Maria de Lourdes Martins, 68 anos, conta que tem economizado bastante. “Eu não posso sair de casa para gastar, então, é uma economia quase que obrigatória”, conta. A organização financeira faz parte da rotina da aposentada. Ela explica que costuma deixar uma reserva guardada para emergências. “Acho importante, não só nesse período, mas também durante todo o ano. Então, nesse sentido, não mudou muita coisa”, comenta.

Apesar de aposentada e de ter uma garantia de renda fixa, Maria de Lourdes conta que está preocupada com o reflexo econômico que a pandemia causará. “Se a sociedade está reclusa, dentro de casa, e não movimenta a economia, é óbvio que em um futuro próximo a situação estará bem mais complicada. Não só no Brasil, mas no mundo”, pontua.

Pensando no que pode vir pela frente, a designer e estudante de gestão financeira Larissa Martinz, 29, trocou o investimento em ações na Bolsa de Valores para a aplicação em uma reserva de emergência. “O cenário está bastante duvidoso, estamos pisando em ovos. O melhor é nos resguardarmos e termos uma garantia financeira”, ressalta.

Ela também reorganizou os gastos de casa e tem economizado, optando por compras essenciais e de menor valor. “Baixei um aplicativo que verifica os preços e aponta onde está mais barato. Tem ajudado muito”, explica. Larissa ainda conseguiu negociar alguns descontos e reduzir as despesas. 


Dicas para o orçamento » Liste todas as despesas fixas » Determine os gastos essenciais de sobrevivência » Evite gastar com supérfluos » Pesquise preços. Por mais que não esteja saindo, os aplicativos oferecem essa facilidade Fonte: UnB / Foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press



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