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Ordem do "Capitão": Grupo invade hospital no Rio de Janeiro, chuta portas e derruba computadores


Um grupo formado por pelo menos seis pessoas provocou tumulto e confusão em um hospital do Rio de Janeiro na tarde da última sexta-feira (12). Contrariando as normas de boa convivência e respeito para com doentes em tratamento, eles invadiram alas restritas a médicos e pacientes, gritando, desferindo chutes nas portas e derrubando computadores.


Segundo testemunhas, as pessoas seriam parentes de uma paciente que morreu por Covid-19 no Hospital Ronaldo Gazolla, referência no tratamento da doença no Rio de Janeiro. Aos gritos, eles alegavam que tinham o direito de verificar os leitos para ver se estavam mesmo ocupados. Ainda de acordo com os relatos, o grupo gritava "Mentira! mentira!".  Na quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro pediu aos seus seguidores nas redes sociais que filmem o interior de hospitais públicos e de campanha para averiguar se os leitos de emergência estão livres ou ocupados. Em live nas redes sociais, ele defendeu que, caso as imagens demonstrem alguma anormalidade, elas sejam enviadas ao governo federal, que o repassará para a Polícia Federal ou para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para que sejam investigadas. As testemunhas contam também que uma enfermeira chegou ao ponto de forçar uma cadeira contra a porta para impedir que uma das pessoas entresse o quarto. A confusão só terminou depois que Guardas Municipais interviram e retiraram o grupo do local. 


PERTURBAÇÃO

"Escutei gritos, achei que era algum paciente que estava com algum tipo de surto psiquiátrico. Foi quando uma mulher passou correndo no corredor e começou a chutar e gritar, chutando as portas dos pacientes que estavam na enfermaria" contou uma testemunha ao Extra, que, por questões de segurança, preferiu não se identificar.


"Eu não sei como conseguiram entrar. Nós temos seguranças no prédio. Não sei se algum deles estava armado e conseguiu intimidá-los... por vezes um homem chegava e falava: 'Não encosta em mim!', como se intimidasse as pessoas", relatou um profissional. "Foi desesperador. Todos gritavam para que eles não entrassem nos leitos. Estávamos numa situação em que só pensávamos que não tínhamos como escapar". A entrada em unidades de saúde sem autorização não é permitida. O gesto, além de constranger os pacientes, coloca o visitante em risco de contaminação, sobretudo em meio à pandemia de coronavírus. As autoridades de saúde têm recomendado que as pessoas evitem unidades hospitalares para evitar o contágio.


Fonte: jornal Extra

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